sábado, 19 de abril de 2008

Conforto no transporte público de São Paulo e outras alternativas

preferencia_para_leitores Todo paulista precisou, precisa e talvez precisará do maravilhoso transporte público fornecido pelas autoridades que moram no nosso coração.

Quem se encaixa na "categoria do talvez", depois desse post , poderá considerar a possibilidade de adotar esse maravilhoso sistema como meio de transporte, tanto para lazer quanto para trabalho.

Vou falar de várias alternativas, que em todos os casos levará ao mesmo resultado: deixe seu lindo automóvel em casa.

Se você dúvida que é possível se ter conforto em outras alternativas de transporte que não o seu automóvel, aí está a lista de possibilidades.

  • Vá de fretado: Com certeza essa é a melhor opção do paulistano. A vantagem maior está no fato de não existir necessidade de você dirigir. Simplesmente relaxar e curtir o trânsito, enquanto outros xingam e são xingados no seu lugar! Mas como nem tudo são flores: geralmente você vai gastar 30% a mais do que se optasse pelo transporte público. Eu vou de fretado da Granja Julieta até a Mooca onde estudo, e temos que concordar que conforto depois de 8 horas de trabalho, não tem preço.
  • Vá de bicicleta: Se a grana tá curta e o fretado está fora de cogitação, nada melhor do que curtir o caminho com a sua magrela. É interessante escolher rotas alternativas porque disputar o espaço entre os carros com os nossos amiguinhos motoboys, não é nada legal e muito menos seguro. A bicicleta une o útil ao agradável: exercícios à caminho do trabalho para começar o dia bem!
  • Vá a pé: Este privilégio é só para quem mora perto do trabalho. Curtir a paisagem, caminhar ou correr logo cedo, com certeza é bem melhor do que a reciprocidade amorosa desse nosso trânsito.
  • Vá de trem ou metrô: Algumas estações disponibilizam uma bicicletaria para que você guarde a sua, e pegue-a na volta para casa. Se for aos finais de semana , o acesso dos ciclistas é liberado desde que se use o último vagão. O transporte nos trilhos é o menos ruim da nossa cidade: sem trânsito, sem farol, e até limpinho dependendo das linhas. Se possível escolha horários alternativos porque nos horários de pico as pessoas se amontoam dentro dos vagões.
  • Se não tiver jeito mesmo vá de ônibus: Sim! Dá pra andar de ônibus... Eu ainda não morri. O conselho é: acorde cedo, pegue um ônibus em algum terminal, leve um livro, coloque um player de música no ouvido. O livro e o player evita conversas com pessoas que reclamam de tudo ao seu lado, e de alguma forma acham que a Marta Suplicy é melhor que o Kassab, ou vice-versa. Não pegue esses ônibus muito velhos, senão você vai acabar ficando na mão pelo meio do caminho.
  • Carro é do demônio mas...: Se não há outra alternativa leve outras pessoas com você e rache o combustível. O importante é diminuir a quantidade de carros nas nossas ruas.
  • Mude de cidade: com certeza a solução ideal para todos os nossos males.

Ouvi uma vez em um canal novo de jornalismo meia boca, que "por dia 700 carros eram emplacados em São Paulo, enquanto 500 crianças saiam das maternidades".

Me perguntam se tenho planos de comprar um carro: não quero um. O máximo que eu preciso é de uma bicicleta em uma casa com quintal nos fundos, e na frente, uma rua sem semáforos.

A imagem no início do post é da nobre campanha Preferência para Leitores do blog o imperativo categórico.

7 comentários:

  1. A situação aí tá feia mesmo hehehe

    Infelizmente ninguém quer sair do "conforto" (egoísmo) do próprio carro...

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  2. Aí Thiago sempre passo pelo Diversità e é claro, leio os seus textos também...


    Gostava mt do iPodJesus (e igual o Ricardo pensava q vc tinha um iPod) =)


    Abração Brother
    fique na Graça

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  3. Vou de ônibus e vou feliz. Nada melhor do que ver o mundo com o olhar de passageiro.

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  4. Pois é Rap, para cada cidadão, um carro! É insuportável esta situação!
    Na frente da faculdade é interessante ver os estudantes ignorando a presença de carros e de suas buzinas. Nós paramos o trânsito, literalmente, ali na Rua Taquari!
    Vítor, nunca tive um iPod, só um celular de música, mas ele compensa a falta desse bichinho da Apple.
    Endora, é muito melhor pegar um livro e ficar tranquilo no ônibus. Eu ando até meio arredio com as pessoas que saem de carro sozinhas aqui em São Paulo. Nutri uma raiva interior por esse tipo de postura negligente. :)

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  5. Vim ler um post que sumiu e acabei lendo esse. Acerca de São Paulo, planejei ir na conferência do Passion. VocÊ vai?

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  6. Daniel, aquele post era um rascunho que acabou saindo antes da hora, mas ele estará disponível amanhã, logo cedo.
    Sobre o Passion: eu planejei ir, mas serei padrinho de casamento da minha irmã caçula, na mesma data.
    Vou viajar para uma outra cidade, e vou perder a oportunidade de conhecer você e outros amigos pessoalmente.
    Abraços!

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